sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Assédio Moral /Sexual

Denomina-se por Assédio uma ou várias atitudes e/ou comportamentos efectuados a partir de uma “brincadeira” ou conduta que se tornam ofensivos, abusivos, humilhantes e prejudiciais para outra pessoa. O Assédio Moral desenvolve-se, normalmente, no local de trabalho e implica objectivos desproporcionais por parte do empregador ou discriminação constante por parte de um ou vários colegas. A vítima de Assédio Moral, por norma, não faz parte integrante da maior fatia de trabalhadores, não sendo considerado parte do maior grupo o que leva a estar mais sujeito/sujeita a uma discriminação ao longo do tempo, com ameaças de perda do posto de trabalho.


O prolongamento de situações abusivas deste tipo prendem-se com o facto da vítima negar a humilhação, o sadismo e a ridicularização a que está sujeita mesmo no confronto com os colegas, em muitas das situações cúmplices do assédio.


O Perfil do Agressor: é defendido pelos demais que os agressores são profissionais que conhecem as suas incapacidades e/ou limitações entendidas aos seus olhos e perante aqueles que julga serem os olhos da vítima, incompetência profissional. Está, desta forma, consciente da ameaça que a vítima representa para si, enquanto trabalhador. Também, por esta razão, mas não só, poderá juntar outros trabalhadores e dependendo da posição hierárquica, prometer determinados privilégios, com vista a afastar a vítima. Pode levar a todo um movimento de solidariedade para com a sua “causa”, uns aderem por ambição, outros por receio. Nas suas estratégias mais comuns assinalam-se a manipulação psicopática, a manipulação dos outros, a vitimização e também a exigência de tarefas inalcançáveis, insinuações e intrigas maliciosas alheias até ao laboral e ao trabalho mas que servem para denegrir a imagem do profissional. As humilhações diversas, o isolamento social, as estratégias comuns tais como a secretária, também muitas vezes é aproveitado e prolongado pela precariedade laboral.


O Assédio Sexual poderá ser definido como condutas de carácter sexual a um trabalhador. Não apresenta romantismo nem deve ser tão pouco confundido com uma relação livre ou sedução ou enamoramento. É outra forma de agressão psicológica que poderá ter consequências graves e deverá ser entendida, tal como qualquer tipo de assédio, uma discriminação no trabalho.


Advém, tal como o assédio moral, do desespero. Advém de uma leitura do real distorcida, na qual inclui a potencial vítima: subjugada, inferior, com prazer no abuso de poder efectuada por outrem. Embora mais silencioso que o assédio moral, pelas confusões diversas ao nível do amor e pelo sei carácter sexual, poderá facilmente adquirir adeptos com outro tipo de motivações, sendo pois até mais eficaz nos objectivos que se pretendem alcançar. O aspecto físico, embora muito associado às características da vítima, nem sempre corresponde ao perfil real, uma vez que ao agressor não é tão importante os atributos físicos mas sim as características psicológicas as quais julga que lhe estão associadas ao que se juntam outras características “menos ruidosas e grupais”, introspectivas e/ou pensantes, lidas como fragilidades e muitas vezes aproveitadas pelo real agressor. Não existem objectivos de sedução e conquista mas sim objectivos de abuso e poder.


As Consequências dos Assédios podem ter vários contornos perversos e sádicos sobre a vítima, mas fazemos notar alguns indicadores: tensão e irritabilidade, menor capacidade de concentração e eficácia, ruminação sobre essa falta de eficácia e prontidão que faz aumentar a ansiedade e angustias que estão associadas ao assédio, fobias de vária natureza. Em suma um esforço cognitivo e psicológico acentuado que acarreta um sofrimento e diversas formas para o apaziguar. Este tipo de situações podem levar o trabalhador a abandonar o posto de trabalho, nalguma exaustão psíquica, que é preferível à indemnização ou ao subsídio de desemprego. Convêm lembrar que estas situações são muito comuns, sendo mesmo desvalorizadas por se considerarem “ normais”



Violência Doméstica - Algumas Noções






Agressores são aqueles que fazem ou reforçam o fazer do terror 

Consideramos a Violência Doméstica como “qualquer acto, conduta ou omissão que sirva para infligir, reiteradamente e com intensidade, sofrimentos físicos, sexuais, mentais ou económicos, de modo directo ou indirecto (por meio de ameaças, enganos, coação ou qualquer outro meio) a qualquer pessoa que habita no mesmo agregado doméstico privado (crianças, jovens e adultos e idosos – a viver em alojamento comum) ou que não habitando no mesmo agregado doméstico privado que o agente da violência, seja cônjuge ou companheiro marital) ou ex-cônjuge ou ex-companheiro marital” (Machado, C e Gonçalves, R. Abrunhosa, 2003).

É de comum consenso que podem ser descritos 4 tipos de violência doméstica : Violência física, sexual, psicológica e negligência. A primeira é identificada quando alguém causa (ou tenta causar) dano por meio da força física ou com o auxílio de um ou outro instrumento, levando a lesões internas/externas. A segunda inclui toda a acção na qual uma pessoa obrigada outras a práticas sexuais, não consentidas, utilizando então para tal, a força física, a influência psicológica e/ou uso de substâncias ou armas. A terceira é identificada com os danos ao nível da identidade psicológica nos quais se incluem danos primários: auto-estima, auto-conceito, auto-imagem, etc, e/ou danos secundários e mais profundos e que podem levar ao desenvolvimento de mazelas psíquicas graves, intensas ou quadros psicopatológicos graves. A quarta refere-se à omissão da responsabilidade de um ou mais membros da família em relação ao outro que necessita de cuidados e/ou ajuda, sendo mencionados como indicadores: a idade, a condição física e/ou psicológica particular, permanente ou temporária.
Do perfil do Agressor, salientamos Algumas Vulnerabilidades Pessoais e/ou Sociais: Tendência a actos violentos também nalguma influência negativa, social, situações de stress, directas ou indirectas, isto é, em relação a si ou em relação ao outro entre as quais: desemprego, problemas financeiros, acontecimentos geradores de re-ajustamentos psíquicos (gravidez, mudança de casa, mudança de emprego, morte), dependências – Drogas, Álcool – Deficiências de julgamentos e juízo crítico.
Do perfil da Vítima, salientamos algumas características tais como o medo, o receio, a dependência económica e/ou social e alguma tendência em acreditar em promessas e mudanças. Pensamos que do perfil da vítima fará parte uma dependência, importante, sob uma ilusão (e também sonho) relacional/amorosa, a qual poderemos identificar como emocional, não sendo necessariamente dependência ao outro.
Dos Danos Físicos e Psicológicos que Advêm da Violência, salientamos: pesadelos repetidos, imagens traumáticas repetidas, ansiedade e angustia elevadas, quadros de depressão e fobias consideráveis e associados à culpa, vergonha e receio do agressor ou pessoas do mesmo sexo, situações que relembram situações traumáticas ligadas ao choque; somatizações reais ou em forma de queixa que por vezes são negligenciadas e tomam voz, de vez, pelo corpo, isolamento social e pessoal. Dos Efeitos Nefastos a longo termo, salientamos a dissociação afectiva, perturbações psicológicas de diversa natureza, pensamentos invasivos em pouca ou grande proporção, aumento da gravidade de sinais e sintomas iniciais que se podem levar à incapacidade da vítima. Da Violência Sexual, salientamos quadros ansiosos graves e muitas vezes podem estar associados às perturbações obsessivas-compulsivas, mesmo ao nível da fantasia, angustiantes, de contaminação, retraiamentos importantes ao nível sexual, social, interpessoal, nalguma continuidade no espaço e no tempo, distorções importantes ao nível da percepção e do pensamento. Da Negligência, salientamos a noção de abandono manifestamente ao nível da relação consigo próprio enquanto efeito imediato e tardio, mais profundo. Por fim, reforçamos que o silêncio que nunca deve ser ignorado mas também respeitado.
os sentimentos não são proporcionais ao tamanho ou idade

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Relação Terapeutica

A relação que se desenvolve entre o terapeuta e o paciente é definida como relação terapêutica, constitui-se como vínculo forte e eficaz, pelo qual o processo de cura se desenvolve e desenrola até à resolução do(s) problema(s). A relação terapêutica inicia-se no primeiro dia de consulta e vai-se estabelecendo ao longo das sessões, numa ligação muito particular entre ambas as pessoas envolvidas nessas relação.

 É este encontro entre dois que possibilita, numa espaço acolhido, de empatia e partilha autêntica o paciente se desenvolver, desenvolvendo técnicas e adquirindo instrumentos psíquicos que na sua autonomia lhe permitem defender o bem estar interno e externo, recriando a sua forma de ser e estar e ao longo do tempo, por ritmos de saúde mental, recriando a sua própria vida com vista à sua felicidade.

A Procura de Um Psicólogo ou Psicoterapeuta


Existem muitas sociedades e clinicas de psicologos e psicoterapeutas assim como tambem existem muitas orientações teorico-práticas às quais podem recorrer. Deverá procurar um psicólogo, licenciado e com alguma experiência comprovada em aconselhamento psicológico ou então um psicoterapeuta especializado. Gostaríamos de deixar a nota que deverá ter atenção que nem sempre os psicoterapeutas que fazem parte de escolas ou sociedades credenciadas são os melhores nem tão pouco sabem mais que os outros que trabalham de uma forma mais liberal. É sempre necessário procurar um psicólogo ou psicoterapeuta que em termos relacionais se mostre apto a ajuda-lo. E nem sempre a simpatia é sinal de acolhimento ou empatia, duas peças fundamentais para um primeiro passo para a ajuda. Deixe-se guiar por aquilo que sente em frente ao terapeuta e aquilo que alguns à sua volta lhe poderão indicar.