1- Afastamento do sujeito das suas actividades banais que se traduz pela afastamento entre o Eu e o Mundo Externo
2- A tentativa de remodelar a realidade como esforço de reparar o dano causado no Eu
Este afastamento face ao mundo externo e reparação pela modificação desse mundo. Traduz-se por uma falha grave primária, precoce, ao nível da auto-estima que foi, e está, completamente arrasada, completamente anulada face aos estímulos exteriores (e também interiores). Uma auto-estima que provavelmente nunca existiu. Há um desenvolvimento psicológico que vai desde a infância até ao surto psicótico ou ao diagnóstico, na adolescência, por exemplo ou na vida adulta, sempre com indícios, sinais de que algo corre mal, ou seja, há um rasto de um desenvolvimento conturbado. Além traço que vem da infância, a psicose poderá surgir na adolescência, pelo renovar intenso em termos estruturais, em termos psíquicos, sendo que as suas causas podem estar associadas a diversas variáveis e sendo ainda que o dito e observável surto psicótico na adolescência poderá não passar de uma etapa que encontra o seu fim com a entrada na adultícia, com a resolução ao nível da genitalidade e da autonomia.
A psicose não-estrutural poderá emergir associada a outra perturbação, mais evoluída, por certo, contudo, o indivíduo foi sujeito a danos e maltratos físicos e psíquicos de grande proporção e continuados. Podemos considerar a Psicose, como uma patologia na qual o sujeito não existe, existe sim um Vazio Negro ou Branco, onde reina o bom ou o mau, puros que são, vivem sós e únicos, o que pressupõe aos poucos a deterioração mental do sujeito que sustenta tamanho vandalismo interno. A massividade da ilusão projectada leva aos mil pedaços que constituem a personalidade psicótica, pelo gerar de ódio e da sensação de não reparação da sua própria personalidade – a angústia total –. É a patologia mais grave, em termos estruturais, com traumas marcantes mais precoces e é também a que acarreta um sofrimento incalculável. Poderá também descrever-se pela distorção quase completa, do sentido da realidade – externa, interna –., inadequação e ineficiência do pensamento e dos sentimentos, o que compromete gravemente toda a sua conduta. É a patologia (quase) do não-ser, do não-existir, havendo apenas uma luzinha, um fio, num fundo – quase infinito – de um túnel de nada, que absorve, que devora, que consome e aniquila o que há de resquícios de uma existência humana.
É a Morte em Vida, sem outros, sem outro, à sua volta, por dentro e por fora. Sem Nada e no Nada. No limiar intra-psíquico, está aquém de qualquer relação, a não ser com a destruição, da qual transparece no eco do pensamento, como pulsar da esperança do viver e não viver, pela reversibilidade que a destruição dinâmica interna e externa apresenta e representa face de um (novo) outro. Vive no primário estático, sem metabolização e/ou criação mínima.
É a clivagem estática que predomina neste tipo de perturbação.
A psicose não-estrutural poderá emergir associada a outra perturbação, mais evoluída, por certo, contudo, o indivíduo foi sujeito a danos e maltratos físicos e psíquicos de grande proporção e continuados. Podemos considerar a Psicose, como uma patologia na qual o sujeito não existe, existe sim um Vazio Negro ou Branco, onde reina o bom ou o mau, puros que são, vivem sós e únicos, o que pressupõe aos poucos a deterioração mental do sujeito que sustenta tamanho vandalismo interno. A massividade da ilusão projectada leva aos mil pedaços que constituem a personalidade psicótica, pelo gerar de ódio e da sensação de não reparação da sua própria personalidade – a angústia total –. É a patologia mais grave, em termos estruturais, com traumas marcantes mais precoces e é também a que acarreta um sofrimento incalculável. Poderá também descrever-se pela distorção quase completa, do sentido da realidade – externa, interna –., inadequação e ineficiência do pensamento e dos sentimentos, o que compromete gravemente toda a sua conduta. É a patologia (quase) do não-ser, do não-existir, havendo apenas uma luzinha, um fio, num fundo – quase infinito – de um túnel de nada, que absorve, que devora, que consome e aniquila o que há de resquícios de uma existência humana.
É a Morte em Vida, sem outros, sem outro, à sua volta, por dentro e por fora. Sem Nada e no Nada. No limiar intra-psíquico, está aquém de qualquer relação, a não ser com a destruição, da qual transparece no eco do pensamento, como pulsar da esperança do viver e não viver, pela reversibilidade que a destruição dinâmica interna e externa apresenta e representa face de um (novo) outro. Vive no primário estático, sem metabolização e/ou criação mínima.
É a clivagem estática que predomina neste tipo de perturbação.
Dos sintomas mais comuns:
1- Intolerância à frustração
2- Predomínio de impulsos destrutivos, catastróficos, muito primários;
3- Angustia de Morte, de Fragmentação por pensar
4- Arrogância que origina defesas maníacas
5- Alucinações auditivas, visuais,
6- Ideias Delirantes
7- Embotamento Afectivo
Os tipos mais comuns de Psicose:
Esquizofrenia
1- Ideias delirantes **
2- Alucinações
3- Discurso Desorganizado (por exemplo, descarrilamento ou incoerência frequente)
4- Comportamento marcadamente desorganizado ou catatónico
5- Sintomas negativos, isto é, embotamento efectivo, alogia ou avolição
6- Disfunção Social/Ocupacional (desde o inicio da perturbação por um período significativo de tempo uma ou mais áreas da sua vida, por exemplo - o trabalho, o relacionamento interpessoal ou cuidado próprio - estão abaixo do nível mínimo considerado coerente para o nível académico, ocupacional ou interpessoal bem como idade esperados (minimamente)
Os sinais contínuos desta perturbação persistem pelo menos durante seis meses
Subtipos De Esquizofrenia
1.2. Esquizofrenia Tipo Paranoide- Preocupação com uma ou mais ideias delirantes ou alucinações auditivas frequentes, num contexto com relativa perseveração das funções cognitivas e do afecto. É de salientar que a temática persecutória pode predispor o sujeito ao comportamento suicida e a combinação de ideias delirantes e de grandeza com cólera pode predispor o sujeito a actos de violência.
1.3. Esquizofrenia do Tipo Desorganizado- O comportamento desorganizado e o afecto inapropriado ou embotado. O discurso desorganizado pode ser acompanhado de comportamento pueril e risos que não estão propriamente relacionados com o contexto do discurso. A desorganização do comportamento (isto é, ausência de objectivos determinados) pode levar a graves disrupções da capacidade de desempenhar as tarefas quotidianas (por exemplo, cuidar da higiene pessoal, vestuário ou alimentação)
1.4. Esquizofrenia do tipo Catatónico- É a alteração psicomotora que pode envolver a imobilidade motora, actividade motora excessiva, negativismo extremo, mutismo, peculiaridades dos movimentos voluntários, ecolalia ou ecopraxia. A actividade motora excessiva é aparentemente sem objectivo, não sendo também influenciada pelos estímulos externos. (Ecolalia = “papaguear” patológico e repetições aparentemente sem sentido de uma palavra ou frase dita por terceiros) durante a excitação ou estupor catatónico o sujeito pode ter necessidade de uma cuidadosa vigilância para evitar auto ou hetero-agressões.
1.5. Esquizofrenia do Tipo Indiferenciado- Este tipo de esquizofrenia é descrita como preenchendo os primeiros 5 itens acima mencionados** quando descrevemos a esquizofrenia.
1.6. Esquizofrenia do Tipo Residual – Caracteriza-se pela AUSENCIA de delírios dominantes, alucinações, discurso desorganizado, bem como ausência de comportamento marcadamente desorganizado ou catatónico), e pela PRESENÇA de dois ou mais critérios dos acima já mencionados **
2. Perturbação Esquizoafectiva
A característica essencial da Perturbação Esquizoafectiva é o período ininterrupto de doença durante o qual, em determinada altura, existe uma Depressão Major, um episódio maníaco ou misto. Existem igualmente ideias delirantes ou alucinações pelo menos durante duas semanas na ausência de sintomas afectivos dominantes.
Sub-tipos da Perturbação Esquizoafectiva
2.1 Tipo Bipolar – aplica-se ao episódio Maníaco ou um episódio misto.
*Estes dois sub-tipos podem ser assimilados, nomeadamente, à Psicose Maníaco-Depressiva e à Patologia Melancólica, que oportunamente, passaremos a explicitar de uma forma mais completa.
Tratamento na Psicose – e os seus diferentes tipos – De uma forma muito geral, é aconselhado a psicoterapia de orientação analítica. Contudo é de notar que existe o tratamento com psicofármacos. Ainda, com grande sucesso, encontramos o Psicodrama para situações psicóticas. É de salientar que um diagnóstico psicológico desta natureza, como qualquer outro, pressupõe, num primeiro plano, o estudo especifico da perturbação para depois, e só assim, se poder delinear um projecto psicoterapêutico.



