A adolescência é uma fase da vida particularmente difícil, de mudanças importantes. Mudanças cognitivas, físicas, psíquicas e antes de mais, representacionais de si, do outro, do mundo. O adolescente tem que sobreviver e para tal deve e tem que imperativamente largar, deixar, abandonar, transformar a relação que estabeleceu com a infância e a partir e com os quais nasceu, cresceu e viveu. Tem que abandonar os pais e por estes ser abandonado.
Tem que partir só, a braços com todos os conflitos que emanam de dentro e de fora, mas também vai acompanhado por outros que tal como ele também se procuram e procuram um outro, procuram o seu lugar. É pois sobre as questões que o rodeiam, os conflitos psicológicos que nascem, renascem e se recriam dentro de si, na criação de representações e apresentações para si e para os outros, que os problemas na adolescência surgem e podem abranger diferentes tamanhos e proporções:
- - No Desempenho Escolar;
- - Na Alimentação,
- - Na Sexualidade;
- - Em Problemas comportamentais ou agressividade
- - No Núcleo familiar
- - No Isolamento, tristeza, depressão
- - Integração social, com amigos, etc.
A adolescência, por parecer, sem ser, uma perturbação, é muitas vezes confundida e além mal de todos, pode ser “tratada” como tal. É necessário estar atento(a) aos sinais naturais da revolta de quem se vê e sente num mundo interno e externo mais exigente e rápido do que o seu próprio caminhar.
De Peter Pan- que corre atrás da sua sombra - a Lucky Luke - que é mais rápido que a própria sombra -, o adolescente precisa de espaço e tempo de REENCONTRO consigo mesmo. São naturais os sentimentos e as emoções admiravelmente intensos.
É preciso deixar o tempo passar, atento, suficientemente perto mas sem afogar nem sufocar a transformação de uma criança num adulto, apenas amparando quando a ajuda é solicitada.
É preciso deixar o tempo passar, atento, suficientemente perto mas sem afogar nem sufocar a transformação de uma criança num adulto, apenas amparando quando a ajuda é solicitada.

